Juiz de Fora-MG  -  domingo, 22 de outubro de 2017  

História do Colégio Cristo Redentor (Academia de Comércio)




Fachada interna da AcademiaFachada interna da Academia

Numa época em que Juiz de Fora passava por uma intensa modernização, fazendeiros e industriais se uniram, e, em 30 de março de 1891, Francisco Baptista de Oliveira lançou a pedra fundamental da Sociedade Anônima Academia de Comércio de Juiz de Fora, com sua inauguração acontecendo quatro anos depois, quando uma parte do prédio já estava concluída, aos pés do morro do Cristo. A Academia foi o primeiro instituto de ensino superior de comércio do Brasil.

Antes, porém, a Academia de Comércio começava a dar os seus primeiros passos, voltada para os anseios de uma Juiz de Fora que crescia econômica e culturalmente, impulsionada pelo desenvolvimento industrial e comercial, e que, por isso, passou para a história como a Manchester Mineira, em referência à potência têxtil inglesa da época. Visavam a formação de banqueiros e diretores de empreendimentos comerciais, indispensáveis a uma economia onde as práticas capitalistas se amadureciam diante da abolição da escravidão. Francisco Baptista de Oliveira, um dos principais acionistas, e próspero comerciante local, após uma visita à Escola de Altos Estudos Comerciais de Paris, adotou-a como modelo pedagógico. Da França, vieram parte do mobiliário, o projeto arquitetônico e o primeiro diretor, Georges Quesnel.

Mesmo representando um avançado projeto para a sociedade local, a Academia de Comércio enfrentou muitas dificuldades. Sem recursos suficientes para terminar as obras e poder abrigar, como internos, os filhos de fazendeiros, e sem o apoio do Estado, as aulas tiveram que ser interrompidas em abril de 1900. A mentalidade da época também não favorecia o empreendimento. Muitos pais preferiam formar os filhos como bacharéis em direito, fora de Juiz de Fora. Viam no título de "doutor" o caminho mais promissor para que os jovens se tornassem gerentes dos negócios da família, políticos ou mesmo funcionários públicos.

Para evitar o fechamento da Academia de Comércio, os acionistas decidiram transferir o instituto para uma congregação religiosa, que se comprometesse a concluir as obras e manter os cursos ginasial e de comércio. Uma primeira tentativa ocorreu com os Salesianos, que não conseguiram colocá-lo em funcionamento. Em 22 de fevereiro de 1901, a Academia foi doada à Congregação do Verbo Divino, instalada em Juiz de Fora desde 1899.
Com a Congregação, a Academia abandonou a formação comercial ao nível superior, adequando o ensino a uma perspectiva mais tradicional, e somando-lhe o nome Colégio Cristo Redentor, por a escola estar sob o seu olhar constante.

O colégio possui ampla estrutura física, com mais de 30 mil m² de área construída, incluindo três quadras poliesportivas, ginásio, campo soçaite, piscina, laboratórios, bibliotecas, auditórios, teatro e capela, além de dois museus com cerca de 30 mil exemplares de materiais de história natural e etnologia indígena.

Localização: Rua Halfeld, 1179 - Centro - Juiz de Fora - MG - Cep 36016-000 - Tel.: (32) 2102-7700

Página web: http://www.academia.com.br/

 


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